“Em tudo dai graças…”

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Tempos atrás fui convidada a levar uma palavra, e a ocasião da questão referia a um culto no lar de um jovem afastado de Cristo. Através de uma ligação fui surpreendida com o convite, e de imediato comecei ler e reler as escrituras no intuito de extrair algo sensato. Conversando com Deus, eu o perguntava o que Ele queria falar.

Em um breve momento perguntei a mim mesma: “Andressa, qual foi a primeira coisa que você fez quando acordou pela manhã?”. A resposta foi: “Reclamei! Reclamei que tinha que acordar muito cedo para ir trabalhar…”. Nesse exato momento me veio à mente a seguinte passagem: “Deem graças em todas as circunstâncias…” (Tessalonicenses 5:18).

Pare por um segundo e seja grato. Há um propósito soberano de Deus em todas as circunstâncias. Quantos livramentos Ele te deu? Agradeceu pelo alimento que Ele não tem deixado faltar? Pela roupa, pelo calçado? Pelo trabalho que você tem?

Amanhecemos e não temos coragem de agradecer pelo café da manhã. Temos a audácia de querer exigir multidões de coisas cotidianamente em oração, mas não temos o prazer de agradecer só o fato de estarmos respirando. A preguiça é acumulada na hora de ir para a igreja, enquanto isso há pessoas pelo mundo dando a vida para obter tal liberdade.  Se não é grato pelo que tem, quem garante que agradecerá quando tiver algo melhor e maior?

Você pode estar se perguntando como ser grato pelas questões dolorosas da vida, mas eu te digo que até mesmo nas lágrimas Deus efetua o querer dEle.  Deus nos concede uma nova oportunidade de vida todos os dias, dias os quais possamos viver e efetuar ações para a Sua glória. Ser grato é saber compreender o propósito, mesmo sem saber a razão.

Quero finalizar esse escrito com uma oração:

“Senhor, Dou-te graças pelas benevolências a mim concedidas diariamente.

Dou-te graças por sua morte na cruz em meu favor.

Dou-te graças pelas lições diárias extraídas da dor.

Dou-te graças por sua companhia no meu dia-a-dia, onde me proporcionas livramentos em todos os âmbitos.

Dou-te graças pela oportunidade de propagar seus ensinamentos.

Dou-te graças, Senhor meu Deus, pela boa obra que começastes em mim.

Santifique o Teu nome na minha vida, me ensine a ser pura como Tu és…”

Amém!

Andressa Matos.

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Uma noiva cheia de acessórios

Imaginem uma noiva.

Ela acomoda-se em um formoso vestido de rendas e pérolas. Suas comadres, ao redor, fitam-na com olhares brilhantes. Alguns até marejados, tamanha a beleza desta mulher. É tudo mágico. É inefável. O dia de seu casamento havia chegado e seu amado noivo, para quem há tempos se guardara, a aguardava para selar aquele ato de amor. A noiva, diante dum espelho, percebe seu reflexo reluzente. Puro de tão branco.

O vestido que trajava tinha custado uma pequena fortuna e seria suficiente para a grande maioria das noivas. Mas perfeccionista como era, a noiva ao espiar sua imagem na superfície daquele espelho, sentia que lhe faltava alguma coisa. O véu!, lembrou-se com o estalo de seus dedos. Procurou-o por um instante, preocupada em não encontrá-lo. Como uma noiva que se prezava iria ao encontro de seu noivo, no dia de se casamento, sem um véu? Soaria até como afronta! E seu noivo era tão bonito, doce e gentil. Não merecia uma noiva pelas metades. Entregaria a ele o desenho perfeito de alguém que se preparara para aquele momento.

Aliviou-se ao ver o véu ali, à sua esquerda, perto de uma de suas madrinhas, repousado delicadamente sobre uma poltrona de veludo. Pediu-o àquela madrinha e ela o entregou. Depois de colocá-lo, teve a certeza de estar vestida como deveria até, finalmente, olhar-se de novo naquele espelho e dar novamente falta de algo que, de imediato, não saberia dizer o que era.

— O que foi? — perguntou-lhe outra de suas madrinhas, percebendo nela a preocupação de não estar perfeita.

— Sinto falta de mais algo — respondeu-lhe, desgostosa — Mas não sei o que é.

— Você está linda. Duvido que já houve noiva mais bonita que você na história dos casamentos. Não lhe falta nada, senhora.

— Falta sim, só não me lembro o… — quando enfim foi interrompida por uma descarga de pensamentos que a fez se lembrar do que era — meus sapatos! Onde estão?

As madrinhas reviraram o quarto para o encontrarem. Achando-o, entregaram-lhe o delicado sapato de cristal. A noiva o calçou, olhou-se no espelho e novamente deu por falta de algo.

— Ainda não estou pronta.

— O que lhe falta?

— Meu colar. — lembrou-se.

Entregaram-lhe o colar. A noiva colocou-o no pescoço, olhou-se novamente no espelho e, ainda assim, não estava satisfeita. Sentia-se simples demais. Seu noivo brilhava de tanta beleza. Ela deveria fazer o mesmo.

— Dê-me o estojo de maquiagem.

Deram-no a ela. Pintou-se de várias cores. As madrinhas olhavam-na, algumas visivelmente céticas com o que estavam vendo. Não importava. O noivo merecia tudo aquilo. Pediu em seguida os brincos, uma tiara de prata e brilhantes, os cílios postiços, os braceletes, os anéis. Colocou-os todos nela.

— Preciso daquela echarpe. — apontou para ela, que descansava em cima de um cabideiro.

— Para quê? Já não acha que está demasiadamente enfeitada, senhora?

— Não importa. Pode ser que faça frio lá fora. Dê-me ela.

Deram-na. A noiva pegou a echarpe e enrolou-a elegantemente no pescoço.

— Agora o casaco.

— Casaco?

— Sim. Não quero passar frio. Vamos, me dê.

A madrinha olhava-na com visível estranheza no rosto.

— Você tem certeza? O casaco vai amarrotar o vestido. Principalmente quando for tirá-lo.

— Quem disse que vou tirá-lo? Vou casar com ele. Vamos, me dê.

Hesitaram bastante, mas obedeceram-na. Depois pediu a elas uma sombrinha e galochas para o caso de chover, um capacete caso lhe quisessem dar carona de moto, uma bolsa a tiracolo, uma mochila de paraquedistas, capacete de ski, óculos de soldador, fones de ouvido, luva de couro, joelheiras, caneleiras. Mesmo que as madrinhas achassem aqueles pedidos todos muito bizarros, fizeram o que podiam para dá-los a ela. Elas sabiam que a noiva tinha ficado muito temperamental desde que amanhecera naquele dia de casamento.

Quando então, novamente girou na frente daquele espelho, satisfez-se. Estava pronta para casar.

— Levem-me. Meu noivo meu espera. — disse.

Duas madrinhas pegaram-na pelas mãos e a conduziram até a charrete que a esperava lá fora. Mesmo que a distância fosse curta, andar com toda aquela parafernália era muito difícil. Ajudaram-na a subir na charrete. Depois de tropeçar algumas vezes e ser alvo dos olhares curiosos do condutor da charrete e das pessoas que zanzavam por ali, conseguiu subir.

Deu a ordem e a charrete pôs-se em movimento. O vento atrapalhava. Inflava o guarda-chuva e desfraldava seu véu. Além disso, debaixo de toda aquela roupa estava suando. As gotas que desciam da testa faziam um caminho na maquiagem de seu rosto. Teve que parar para corrigir o desenho da maquiagem.

Como não via bem debaixo dos óculos verdes de soldador, indicou o caminho errado para o condutor por três vezes, levando-os a pedir informação aos transeuntes a fim de que encontrassem novamente a rota.

Em um momento da viagem, seu capacete caiu. Pediu ao condutor que parasse e ele prontamente atendeu. Com dificuldade, desceu da charrete para ir atrás do capacete e com ainda mais dificuldade subiu de novo por aquela escadinha de dois degraus. Precisou, inclusive, da ajuda do condutor.

Depois de horas, chegaram. Ao olhar para aquela grande igreja, a noiva espantou-se. Ela estava vazia.

— Onde estão todos? — perguntou ao condutor da charrete.

— Minha senhora — disse, cuidadoso — ao ficar adicionando tantos acessórios, perdemos tempo. Eles atrasaram sua caminhada até a charrete e atrasaram nossa viagem até a igreja. Depois de tudo isso, sinto lhe dizer que chegamos tarde. Seus acessórios não lhe fizeram radiante, senhora, apenas desviaram a senhora da única coisa que importava: o seu casamento.

A igreja dos dias de hoje, mergulhada nas suas dezenas de sub-teologias e filosofias humanas, é como uma noiva que carrega um monte de acessórios desnecessários ao seu próprio casamento.

“FUJA POR AMOR À VIDA!”

De: Serva não regenerada, moradora de Sodoma, da linhagem de Abraão e Filha de Ló.

Para: Moças do Futuro.

Data: 21/07/2017

Não me encontro digna de cumprimentar todas vocês com a Paz de Cristo, mas há muito queria escrever-lhes, no intuito de propagar sinceras recomendações. Meus erros foram exorbitantes e não quero que cometam algo semelhante ou pior. Sou originada “moça de família”, filha de Ló e da linhagem de Abrão (Gn 17:5). Meu pai era sobrinho de Abrão, ambos enriqueceram de tal forma que deu início a contendas entre seus servos, e para resolver o conflito; Abrão propõe que venhamos nos separar, dando direito de escolha a meu pai que de imediato olhou a terra ao redor e viu como opção a campina do Jordão (Gn 13:11), mas no final de tudo isso acabamos indo viver em Sodoma.

Em minhas lembranças pairam momentos bons os quais me edificavam, mas eu nunca valorizei. Minhas companhias e amizades contribuíam para a preservação dos meus bons costumes e ensinamentos. Deus mudou nossos caminhos para sua Glória, porém minha fraca compreensão não me deixou razão para o ocorrido.

Em análise racional, percebi que minha fé estava alicerçada em pessoas e não unicamente no Deus de Abraão. Tudo que me era ensinado eram para mim teorias, minha prática tinha o objetivo de manter as aparências. Não podia deixar explícito para nosso povo, meus anseios e desejos torpes. Havia multidões de conselhos direcionados a mim, porém sempre achei que curtir a vida era meu dever, afinal estava muito nova.

As mudanças chegaram radicalizando, nova cidade, nova vida, novas amizades e principalmente os novos ensinos. Cotidianamente os ensinos do Deus de Abraão nos eram repassados por intermédio de meu pai, mas em Sodoma, em nosso novo lar ninguém falava desse Deus.  Não deixe que o meio cultural e social venha determinar seu relacionamento com Deus. Não deixe que outrem determine teu caráter, principalmente espiritual. Os maus hábitos, as más companhias e os pecados foram determinantes para que a cada dia se esvaísse uma gota que restava da minha pequena fé.

Eram maus os varões de Sodoma (Gn 13:13), mesmo assim decidi me relacionar com um deles. Era um pecador, assim como eu. Ele não conhecia o Deus de Abraão, mas era um rapaz que tinha família.  O desespero bateu a minha porta, devido uma enorme guerra entre povos. Raptaram meu pai, nossa família e o restante de nosso povo. Meus pensamentos pairavam na hipótese de vir perder o homem que encontrei e que já o considerava para toda uma vida. Mesmo distanciada dos ensinos do Deus de Abraão, eu sempre sonhava em ter meu lar, construir uma família e seguir os exemplos que meu pai nos dera de sempre guardar o caminho do Senhor, e sempre agir com justiça e juízo (Gn 18 :19).

Todas as minhas ações eram seguidas de indagações inconscientes acerca do caminho que eu estava trilhando, e a qual destino isso tudo me levaria. Nunca consegui distinguir um conflito interno que sempre ardia em meu coração, onde brotava muito medo e desconfiança. Amedrontada por um amanhã incerto, desconfiada do caráter do homem que estava para ser meu esposo em um futuro próximo. Meus relatos direcionados a minha mãe sobre meus conflitos eram seguidos de conselhos para que eu prosseguisse e que essas perturbações não passavam de simples inseguranças desnecessárias. Meu companheiro não era habituado a cultos, não se portava como um genuíno cavalheiro, suas ações e palavras eram contraditórios aos ensinos que recebi. Frequentava lugares que ofereciam prazeres de todos os tipos. Suas vestimentas não possuíam discrição, pudor e muito menos decência. Ele era o oposto de meu pai em tudo. Era instável no trabalho e também não possuía visão de um amanhã, era focado no aqui e no agora.

O que eu sentia me impedia de enxergar tudo isso, mesmo tendo diversos tipos de avisos. Não me recordava quando foi a última vez em que fiz uma mínima oração, ou pelo menos olhei para o céu e recitei uma frase para o Deus de meu pai e de Abraão. Sentia-me contaminada por tanto tempo envolta de erros e deturpações. Coisas boas ocorrem e muitas vezes não temos noção, uma delas foi à intercessão de Abraão ao longe. Sempre pedindo em suas orações que Deus nos visitasse e nos guiasse. Depois dos dias passados soube do aviso de Deus a Abraão, relatando o imenso clamor de Sodoma e Gomorra, onde o pecado era agravante (Gn 18:20). Houve intercessão de Abraão pelas vidas dos justos, porém pela minha pequena compreensão não havia um justo se quer, ou talvez apenas meu pai.

Deus envia dois anjos a nossa cidade, meu pai em desespero e já sem forças, corre para espera-los a porta da cidade. Como meio de pedir socorro ele se prostra em terra esperando um auxílio desses nobres anjos. Depois de muita insistência de meu pai esses senhores decidiram pousar em nossa casa. Adentramos, fizemos o jantar, mas o pior estava para acontecer aquela noite. Uma ocasião iria me mostrar a verdade sobre meu companheiro.

Ao tardar da noite bateram a nossa porta todos os homens da cidade, dos mais velhos aos mais novos. Entre eles meu noivo. Queria retirar nossas visitas a força de dentro da nossa casa para poder ter relações com eles. Eu, pasma, não tinha reação. Pensava eu que meu noivo não era tão depravado a tal ponto. Meu pai em desespero ofereceu suas duas filhas como uma suposta regalia que agradaria os moradores. Qual a razão de alguém querer algo que sempre esteve ali de bandeja?

As visitas, os nobres anjos; puxaram meu pai para dentro, ferindo com cegueira os enviados maledicentes do lado de fora. Avisaram que iriam destruir a cidade, que fugíssemos o mais rápido possível para as montanhas. Indo repassar o aviso aos genros, meu pai foi tido por zombador. Estávamos tão sem forças que foi necessário que os anjos nos puxassem pelas mãos para nos tirar daquela imundícia.

Depois que os anjos nos tiraram para fora nos disseram: “Fuja por amor a vida!”. A ordem divina era ir depressa para as montanhas, mas Deus aprouve uma cidade bem próxima chamada Zoar por pedido de meu pai. Éramos quatro e Deus ordenou que não olhássemos para trás, mas minha mãe com suas atitudes vãs desobedeceu, e de imediato transformou-se em uma estátua de sal, segundo relatos; pois nunca mais a vi.

Enquanto percorríamos na estrada de nossa fuga, Deus destruía tudo e todos naquele lugar que por muito tempo foi nosso lar. Deus se lembrando de Abraão e suas orações tirou meu pai daquela destruição, e juntamente com ele nos deu uma nova oportunidade.

Subindo após a terra de Zoar havia um monte, passamos a habitar em uma caverna bem ali. Após todo o ocorrido percebi que não havia varões para que coabitasse comigo e minha irmã mais nova, segundo o costume de toda a terra. Propomos embebedar nosso pai para que coabitasse com ele e que esse ato conservasse sua linhagem. Nosso pai inconsciente, nada percebeu. A culpa me perseguia por instantes e aconselhei que minha irmã fizesse o mesmo, e ela o fez. E meu pai mais uma vez não percebeu. E os frutos vieram, o meu chamei-o de Moabe, e de minha irmã chamou-se Bem-Ami.

Os tempos passaram e como consequência, horrendos acontecimentos. Deus nos concede livramentos e várias oportunidades, mas não valorizamos. Desde o princípio das coisas tive a chance de fazer tudo como agradasse a Deus, tudo do modo certo. Optei pelo caminho errado. Caminho que me trariam desgraças emocionais e físicas. Tive instrução para buscar orientação em Deus antes de qualquer atitude, mas achava desnecessário. Pensava eu que seguindo meu coração obteria a popularidade, reconhecimento e conquistaria tudo que eu quisesse na minha vida. Enquanto colocava minha vida aparente em altos degraus, minha vida espiritual entrava em declínio e falência. As novas mudanças proporcionadas por Deus me doavam a chance de falar do seu enorme amor e quão grandioso Ele era e é, mas não fiz. Adentrei a um relacionamento em que nada me edificava, a cada dia que se passava ele fazia com que eu me afastasse mais de Deus e dos ensinos genuínos. Relacionamento que havia liberdades propostas somente para o matrimônio. Ocorriam agressões verbais e físicas, mas achava que ele mudaria seus instintos. E fui me deixando levar. Já não era mais uma moça regrada, os conselhos de meu pai para mim não tinham base lógica. Ele não entendia que eu estava feliz e que meus planos e projetos estavam próximos a realizar. Meus amigos me avisavam acerca da conduta errônea de meu companheiro quando estava longe de mim, mas eu os taxava como invejosos.

Escrevo para as moças desse presente século. Os danos me fizeram relatar-lhes minha história, e em algumas linhas quero precavê-las com alguns conselhos:

  1. Não se deixe levar por uma bela aparência, por trás costuma esconder um lobo voraz. Se ele não possui um relacionamento intimo com Deus, ele não terá nem uma gota de respeito com você. Não basta ter casca, se não tem conteúdo. Não basta ter popularidade, ser aplaudido e ovacionado por homens, e não ter aprovação de Deus.
  2.  Quem muito fala, pouco faz. A arma de conquista do lobo voraz é a lábia, não se deixe levar só porque ele te fez uma poesia com seu nome. Talento é um dom que tem o intuito de proclamar o nome de Deus e seus feitos, e não para promover seu desvio de caráter.
  3. Respeite os ensinamentos de seus pais e de sua comunidade eclesiástica, colocando-os em prática cotidianamente. Busque em primeiro lugar o reino de Deus. Coloque em análise de antemão se você mesma nasceu de novo.
  4. Busque de Deus direção e discernimento antes de qualquer ação.
  5. Somente Deus produz conversão e regeneração ao coração humano, você não tem capacidade para mudar ninguém. Não ande flertando com o pecado, não brinque com a tentação.
  6. Preste atenção nos avisos que Deus te provê todos os dias, amigos, família e etc.
  7. As más companhias corrompem os bons costumes. Selecione amizades que te levam a ter mais intimidade e interesse nas coisas celestiais.
  8. O que vem de Deus não é de forma miserável. Não se humilhe a ponto de mendigar carinho, amor ou atenção de alguém. Se humilhe na presença de Deus, detalhando aquilo de torpe que precisa ser eliminado em você.
  9. Semear é opcional, colher é obrigatório. Suas decisões, ações e escolhas revelam qual é o código de seus valores morais e éticos.
  10. Ore. Esteja envolta de pessoas de oração.

O mundo possui demasiadas coisas “boas’”para te oferecer. Sei que o seu hoje te fornece instabilidade e conflitos, mas tome sua cruz e continue a caminhada.  Serás odiado por causa do nome do Senhor (Mt 10:22), terás inúmeras aflições, mas tende bom ânimo você vencerá assim como Cristo venceu (Jo 14:1).

Tudo que tem um preço tem uma recompensa. Ainda há tempo de repensar sua vida e suas ações, e embora seja difícil, vale a pena servir a Deus e cumprir suas ordenanças. Deus tem o controle do seu amanhã, a ninguém é dado conhecer o que acontecerá daqui a um segundo, mas Ele te direciona a render a Sua vontade.

Escrito por, Andressa Matos.

Querido pastor, por Andressa Matos

Querido Pastor,

Venho através desta, lhe relatar minhas indagações e dúvidas. Expor minhas preocupações acerca das necessidades cotidianas de cada ovelha do seu rebanho, sendo uma dessas ovelhas eu mesma, por alguns anos. Tenho observado seu empenho na construção de espaços, os quais me beneficiem um conforto melhor em qualquer evento promovido pelo nosso ministério. Pastor sou grata por se preocupar com meu conforto físico. Anteriormente nosso templo tinha bancos “duros”, os quais nos cansavam facilmente em ter que ficar por três horas sentados, hoje nós temos maravilhosas poltronas almofadadas. Quando havia grande número de pessoas no templo o calor era insuportável por tamanha aglomeração, mas hoje temos ar-condicionado. Antes tínhamos que alugar um móvel para deslocar toda caravana congregacional, hoje têm nosso ônibus e uma Van-bus. Mas pastor, e as demais necessidades das ovelhas?

Hoje pela manhã antes de começar a digitar essas palavras, estava eu refletindo acerca do que é ser um pastor e quais são suas funções. EmProvérbios 27:23 diz: “Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos,”. Um pastor é alguém que se dedica a domesticar, alimentar e guardar de ataques de animais vorazes.

“Domesticar” me dá o seguinte significado: educar [o animal selvagem] de modo que possa conviver com o homem, tornar (-se) educado para o convívio social; civilizar (-se). Então, isso me traz a compreensão de que Deus o colocou apto a me ensinar as escrituras, no intuito de que eu passe pelo molde de Deus, para que Deus arranque de mim toda ignorância, e posteriormente eu mesma possa transmitir Cristo através das minhas atitudes. E após eu me tornar um ser civilizado eu espalhe o evangelho genuíno de Cristo aos perdidos. Mas pastor como posso aprender a exatidão das escrituras, humildade, longanimidade, mansidão, sabedoria e as demais virtudes citadas na Bíblia, ouvindo sermões que giram em torno de ganho financeiro? (Mateus 6:33). Quero lhe colocar a par de que o aprendizado a mim concedido acerca das escrituras tem sido doado por intermédio de amigos teólogos nas redes sociais e livros de sábios pastores, sendo que a maioria deles já morreram.

“Alimentar” é Prover algo (corpo e mente) das suas necessidades essenciais que gerem a sua satisfação de completo. Fornecer alguma coisa, doar algo a alguém. Então isso me faz entender que o primeiro alimento que o senhor precisa me prover é o alimento espiritual. Alimento que proporciona correção. Alimento que me traga saciedade, sem necessidade de buscar em outros campos algo que alimente meu ego. Aquele alimento que demora dias e horas para ser amaciado e entendido pelo meu intelecto ignorante. Pastor o alimento espiritual tem alguma conexão com pulos, gritarias, excesso de entretenimento promovido por sua diretoria com o fim de me agradar? Tenho que te contar algumas coisas. A maioria as pessoas que fazem parte do seu rebanho estão secas. Estão sendo alimentadas com um alimento bichado e superficial, que sacia a carne e não traz nenhum arrependimento e dor com os pecados próprios. Ahhh e em relação ao alimento carnal, sabe aquele almoço delicioso que o senhor saboreia na melhor churrascaria da cidade aos domingos após a EBD?! Então… Muitos de seus membros nem tem o que comer em casa, estão desempregados e desesperados. Vivem das míseras doações de vizinhos e parentes. Há dias que nem farinha se tem para dar aos filhos para comerem. Então pastor o senhor tem matado a fome de suas ovelhas?

“Guardar” significa vigiar, proteger; abrigar. Pastor o senhor tem se preocupado tanto em vigiar minhas vestes, meu salto alto e minha maquiagem, mas tem se esquecido de vigiar minha alma do vil tentador. O senhor poderia ter usado essa vigilância quando trouxe aquele pregador de fora que só pregou heresias, e no final do culto amarrou o lençol cheio de dinheiro e foi embora. O senhor não está me protegendo das falsas doutrinas e falsos ensinos. Os sermões que estão sendo propagados no púlpito de sua congregação são errôneos e anti-biblicos, fora que quem os prega são diáconos, presbíteros e afins que levam uma vida desregrada e deturpada. Mas é uma pena, pois o senhor prefere acobertar e esconder debaixo do tapete todos esses errinhos (adultério, fornicação e roubalheira).  E o abrigo das suas ovelhas? Enquanto o senhor dorme debaixo de seu confortável teto, construído com as ofertas e dízimos desses humildes fiéis, há pessoas na sua congregação perdendo o sono, pois o teto foi arremessado ao longe pelo vento e a água da chuva inundou suas residências. Estão infectados com alguma bactéria por causa da grande precariedade de suas casas.

Não devo jamais me esquecer de dizer que enquanto o senhor dorme até o meio-dia, vários membros estão trabalhando suado desde as seis da manhã. E mesmo depois de um dia cansativo não medem esforços para se deslocar ao culto de pé (Faça chuva ou sol). E o Senhor? Só anda de carro importado para todo canto que vai.

Pastor eu sou um ninguém para lhe dar conselhos, mas quero lhe lembrar de um versículo. “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.” (Filipenses 2:4)

Aguardo ansiosamente sua primeira visita a minha humilde residência.

Com amor,

Andressa Matos

Parábola do homem apaixonado

Vamos imaginar que existe um homem que está prestes a se encontrar com a mulher que ama.

Este é um homem honesto, bondoso e está radiante de felicidade. Nem se lembrava de ter algum dia experimentado uma alegria que se comparasse àquela. O amor que este homem sente por aquela mulher é puro e vai muito além da beleza dela ou do que ela pode lhe oferecer. Eles estão noivos.

Ele então entra num diligente ritual que o prepararia para a tão esperada ocasião em que encontraria seu amor. Acordou logo de manhã, afinal previa que o dia seria pequeno. Tratou de sua higiene pessoal de uma forma que nunca tinha tratado antes: tomou um banho demorado, escovou seus dentes até ter certeza de que eles estavam tão brancos quanto podiam ficar, perfumou-se com o seu melhor aromático e penteou seu próprio cabelo incontáveis vezes até que nenhum fio estivesse fora do lugar.

Adiantou-se até seu guarda-roupa e procurou o que tinha de melhor para se vestir. Depois de muito deslizar seu olhar sobre seus conjuntos de roupas, decidiu que nenhum deles era apropriado o suficiente para a ocasião. O que sentia era um amor incontrolável por aquela mulher e nunca se perdoaria se sua maneira simples de se vestir carregasse a culpa de estragar a magia do encontro deles. O melhor a se fazer era comprar trajes novos.

O homem caminhou por quase toda a cidade até que finalmente encontrou um terno que julgava perfeito. Ternos custam caro e o preço daquele chegava a ser obsceno. No entanto, o homem estava determinado a comprá-lo, afinal, respaldado pelo amor que tinha por sua noiva, nutria a certeza de que todo seu esforço valeria a pena.

Ele saiu atrás de alguém que lhe fizesse um empréstimo e voltou com o valor em espécie, além de uma enorme dívida atenuada pela alta carga de juros que a única pessoa que se dispôs a emprestar-lhe exigiu para que o fizesse. A vendedora, oportunista, ainda ofereceu um irresistível buquê de rosas com chocolates que, segundo ela, iria surpreender a pessoa amada. O noivo decidiu comprar também, à prazo e em algumas prestações. Depois daria um jeito de pagar. O que importava naquele instante era que finalmente ele se sentia pronto para encontrar a tão amada noiva.

Olhou no relógio. Estava quase na hora e ele não queria se atrasar. Pegou um táxi usando seu cartão de crédito e chega ao local indicado. Estava muito ansioso; o terno no corpo, um bom perfume exalando, dentes branquíssimos, hálito refrescante e o fenomenal buquê de rosas e chocolates nas mãos. Sentia-se muito apresentável.

Quando finalmente percebeu sua amada, seu sorriso murchou. Diante do que via não sentia mais a mínima vontade de descer do carro. A mulher que amava estava agarrada ao pescoço de um homem alto e forte, vestido todo de preto, que acariciava-lhe os cabelos e dava-lhe carinhosos beijos nos lábios. O amante exibia um pretenso sorriso de triunfo suficiente para deixar o mundo daquele noivo traído em ruínas.

Este homem é Cristo. Ele está apaixonado por nós, a igreja, sua noiva. Nos ama tanto que é capaz de fazer coisas racionalmente absurdas para que possamos estar cientes de Seu amor. Se prepara, fica ansioso e quando finalmente coloca Seus santos olhos sobre nós, pega-nos abraçados com o Diabo. A sua própria noiva, uma adúltera. Coloque-se no lugar dEle. Você gostaria de ser traído?

Para todo aquele que NELE crê. (um texto sobre os zombadores de Deus)

Por que Deus não desce fogo sobre os blasfemos como fez em Sodoma e Gomorra, ou manda ursas devorarem aqueles que tocam no ungido do senhor ou disseminam chuvas de gafanhotos sobre a lavoura desse povo pervertido que satiriza tudo que é sagrado assim como fez no Velho Testamento? Deus, por um acaso mudou? Acovardou-se? Resolveu se esconder atrás de uma grande nuvem constrangido com todas as ofensas aporcalhadas que a boca dos ímpios proferem contra Ele.

Tenho certeza que não. Não o Deus que eu conheço, que também não é o Deus de todo mundo, bem como todo mundo diz. E vocês até poderão apontar o dedo para mim e me acusarem de colocar cercas ao grandioso amor divino, mas o fato é que minha Bíblia me diz categoricamente que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito PARA TODO AQUELE QUE NELE CRER, (e somente para todo aquele que nEle crer) não pereça, mas tenha a vida eterna. E posso apostar minhas fichas que se sua Bíblia é digna de ser levada a sério também está dizendo exatamente isso lá no Evangelho de João, capítulo 3 e versículo 16. Aceitem a verdade: Deus não é um Deus de todo mundo.

E o que está acontecendo nos dias de hoje é que esse Deus, que é exclusivo, está olhando um monte de crianças depravadas, que não sabem exatamente onde estão, quem realmente são ou o que estão dizendo. Vendo crianças tão frágeis e fadadas à condenação eterna, atolarem-se em sua própria prepotência achando que podem escarnecer de Deus sem saber que só estão caminhando a passos largos para o castigo que é muito pior que qualquer fogo dos céus, gafanhotos assolando plantações ou ursas devoradoras.

O Deus injusto a quem sirvo

É quase obrigação de minha parte agradecer todos os dias às injustiças de meu Deus, pois é nelas que me apoio para viver. A esse Deus injusto eu aprendi amar, porque, se podemos dizer que as misericórdias dEle se renovam a cada dia, com certeza podemos falar o mesmo das vitais injustiças que são traços da personalidade perfeita que O compõe.

Salomão pediu-nos em Eclesiastes¹ para que não fôssemos excessivamente justos e finalmente eu entendi o porquê. A resposta é por que se exagerássemos num senso de justiça nunca poderíamos  entender as injustiças que salvam e perdoam quem merece ser punido. Nunca enxergaríamos a perfeição que está na injustiça de um pai desprezado receber de volta um filho pródigo que tirou dele a herança ainda em vida, nem contemplaríamos com admiração a injustiça de um ladrão arrependido segundos antes de sua morte de cruz ser perdoado e garantir sua vaga no céu dos” justos” ou sequer aceitaríamos o ato de alguém divinamente justo que foi crucificado para nos salvar, embora não tivesse um pecado que justificasse sua condenação.

Agradeça também pelas injustiças de Deus. Elas são as causas de não sermos consumidos, a gente só não sabia que pra Bíblia essas misericórdias e injustiças são exatamente a mesma coisa.  Ponha uma coisa na cabeça: nem eu, nem você somos merecedores. Louvadas sejam as injustiças de Deus!

¹Eclesiastes 7:16

Quer carnaval?

É chegada as vésperas de um período anual no qual os demônios menos veem barreiras à sua influência. No período de festas que antecede a data católica da simbólica quarta feira de cinzas, nota-se extremado despudor latente nas vontades de grande parte das pessoas interessadas em valer-se de toda uma carga de más práticas, lascívia, embriaguez, indisciplina, desordem e demais atos inconvenientes. Metaforicamente é como se o próprio diabo trouxesse o inferno para a superfície. Não o inferno flamejante, sepulcral e torturante tal como é, mas o inferno desenhado em práticas que são naturais de demônios e seus seguidores.

Faz-se necessário que o cristão conheça, de fato, o que é o Carnaval para que não venha a ser seduzido e deixar-se enganar, afinal sabemos muito bem da premissa de que a verdade liberta. Muitos elementos o cercam, nenhum deles pertinentes aos olhos do Pai. O nome Carnaval possui ainda uma neblina que encobre sua verdadeira origem etimológica. Dos nomes aceitáveis podemos citar a expressão carrum navalis usada para denominar carros com formatos semelhantes a navios que tinham por propósito levar homens e mulheres nuas durante uma festa de adoração à Saturno, o deus da agricultura romano, mas também podemos incluir outras versões mais difundidas como carnis levale cujo significado é “retirar a carne”, carne vale – “adeus à carne” – ou carne levamen – “supressão da carne”. Estes passaram a fazer referência ao carnaval quando a Igreja Católica interviu na festa original pagã. Ela tinha por objetivo de torná-la mais aceitável passando tratar este como o período em que “tudo se podia” e motivar as pessoas a cometerem seus excessos antes que viesse o período de jejum a qual conhecemos como quaresma.

Festejar o carnaval não é um louvor à cultura brasileira, pois a festa nem mesmo é natural de nossas terras. Há registros de que as primeiras manifestações carnavalescas datam do período babilônico, passando por Itália, Grécia, França, Holanda, Japão e enfim Brasil. No entanto, embora travestido em certos lugares, o carnaval sempre apontava para práticas idólatras. Na Babilônia, idolatrava-se o deus Marduk nos templos a que lhe eram dedicados, em Roma fazia-se o mesmo a Saturno e Baco, deus do vinho e dos prazeres mundanos, mas nos tempos modernos percebemos uma idolatria latente ao corpo humano, aos prazeres carnais e aos vários demônios cujos louvores com músicas e danças deturpadas recebem de bom grado.

Numa perspectiva cristã podemos facilmente notar uma tentativa de inversão de poder do homem para com Deus, buscando ele próprio sair das santas amarras que tem por objetivo livrá-lo do pecado e de suas consequências. Durante a festa o homem quer tomar para si a independência, fazer o que bem entender na hora que quiser, não importando mais os valores morais, o respeito ao próximo e o zelo pela moral e bons costumes. O Pai zela por nós. Abomina a festa porque ela é simplesmente uma grande fábrica de gravidezes indesejadas, relacionamentos rompidos, doenças venéreas,  dependências alcóolicas e químicas. Portanto sejamos sábios. Tenhamos em mente para qual ambiente estamos indo quando decidimo-nos por ir ao carnaval, mesmo que seja simplesmente para ver. Por que nunca é demais citar a advertência “fugi da aparência do mal”.

Je ne suis pas Charlie

Eu não sou Charlie Hedbo. E sabe porque não? Não é porque estou num nível tal de intolerância que me faz concordar quando dizem “eles mereciam, quem mandou brincar com coisas sagradas”. A resposta óbvia para cristãos com esse tipo de argumento está em João 18:10-11, no texto onde Jesus repreende João por pagar o mal com o mal, sendo um perfeito feitor do código Hamurabi.

Eu não sou Charlie Hedbo porque não posso levar como heróis pessoas que escoraram numa muleta chamada liberdade de expressão para insultar, desrespeitar e invadir o espaço alheio praticando formas absurdas de ofensas. E os que os defendem-nos são certamente aqueles que sairiam no braço com quem lhe botasse um apelido ridículo ou quem trata qualquer recusa de aceitar as imposições “gayzistas” modernas como homofóbicos. Nesse caso, com episódio lastimável, a pimenta dos olhos dos outros está ardendo nos próprios. E muito.

"Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos" At. 11:26